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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Diocese de Guarabira realizará Seminário, no 17º Grito dos Excluídos 2011

A Diocese de guarabira, através das Pastorais Sociais, estará realizando no próximo dia de 29 de setembro, um Seminário de estudo, sobre o Grito dos Excluídos 2011, cujo tema: "Pela vida grita a TERRA... Por direitos todos nós!" Sob a coordenação do padre Bosco.
O Seminário, acontecerá o dia inteiro,  no auditório da Universidade Estadual da Paraíba, Campus III, em Guarabira-PB, tendo início às 08h.

Ao longo desta semana, de 1º a 7 de setembro, todas as regiões do país celebram a 17ª edição do Grito dos Excluídos, cujo lema é “Pela vida grita a terra... Por direitos todos nós”. Trata-se de um conjunto de manifestações populares carregada de simbolismo, aberta às pessoas, grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais comprometidos.

Três são os objetivos da mobilização nacional: denunciar o modelo político e econômico que concentra riquezas e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e por último, propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social.

48agdomdemetrioRealizado desde 1995, o Grito dos Excluídos teve origem no então Setor Pastoral Social da CNBB, cujo presidente na época, era o bispo de Jales (SP), dom Luiz Demétrio Valentini. Para ele, os 17 anos de realização do Grito mostram sua força e modelo eficiente para propor discussões em torno dos problemas sociais do país. O bispo elenca algumas das bases que sustentam a mobilização por tantos anos.

“Sua ligação com a temática tratada pela Campanha da Fraternidade a cada ano, depois a vinculação com a CNBB, a convocação para o dia da pátria, da Independência; o resgate de valores da cidadania”, sublinhou. Tem contribuído também para o crescimento do Grito as reflexões sobre temas essenciais para a vida da democracia brasileira.

“A cada ano somos levados a refletir sobre os gritos que se levantam e que precisam ser ouvidos; somos chamados a dar respostas conscientes para a nossa pátria, como em relação às drogas e à juventude que é traiçoeiramente envolvida por ela, tendo em vista que a população brasileira corre perigo; o grito muito forte contra a corrupção política, que se estende por tanto tempo e, em relação à natureza, que precisa ser cuidada”, enumerou.

O membro da coordenação nacional do Grito dos Excluídos, Ari Alberti, destaca que o Grito tem um papel muito forte de conscientização e envolvimento da população brasileira. “É uma forma de dizer que não queremos apenas ver no dia da pátria, passivamente, o desfile de soldados e armas de guerra, mas queremos participar e exigir os nossos direitos e uma sociedade igual para todos”. Segundo Alberti, o evento tem crescido nos últimos anos e recebido adesão de muitas cidades, como exemplo o município de Jundiaí, no interior de São Paulo, que vai realizar o Grito pela primeira vez.

“O Grito dos Excluídos é hoje uma realidade nacional e acontece em todos os estados, além de receber adesão de novas cidades todos os anos. É um processo de construção coletiva que não se esgota no evento, mas há um antes, um durante e um depois com consequências para a vida das pessoas”, afirmou.

As atividades desenvolvidas na Semana da Pátria são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos.

Histórico

O Grito dos Excluídos teve origem no então Setor Pastoral Social da CNBB. Sua primeira edição deu continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema foi “Fraternidade e Excluídos” e lema foi “Eras, tu, Senhor”.

Por outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema “Brasil, alternativas e protagonistas”. Ou seja, o Grito é promovido pela Pastoral Social, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), aos movimentos sociais, entidades e organizações.

O pressuposto básico do Grito é o contexto de aprofundamento do modelo neoliberal como resposta à crise generalizada a partir dos anos 70 e que se agrava nas décadas seguintes.

Pascom com informações CNBB

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tem início a 46ª Assembleia Pastoral Regional da CNBB NE2

Participam do evento Bispos, padres, religiosos e leigos dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte
Com o tema “Na tríplice Missão da Igreja: a Caridade”, a 46ª Assembleia Pastoral Regional da CNBB Nordeste 2 (composta por 21 dioceses dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) teve início na noite desta quarta-feira, 01, no Convento de Convento de Santo Antônio, no município de Lagoa Seca, na Paraíba.  O evento, que vai até o meio dia do domingo, 04, será assessorado por Dom Celso Queirós, bispo emérito de Catanduva – SP.
A cerimônia de abertura ocorreu na igreja do Convento, com uma celebração presidida pelo bispo de Campina Grande, Dom Jaime Vieira Rocha. Em seguida, no plenário, o presidente do Regional e Bispo de Palmares-PE, Dom Genival Saraiva de França, fez um discurso de abertura. “Esta 46ª Assembleia Pastoral Regional se realiza na esteira da Assembleia Geral da CNBB, cujas Metas estão contempladas nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil que, além do conteúdo, têm um caráter muito pedagógico, visando uma maior participação, em todas as instâncias da atividade pastoral, nas Igrejas Diocesanas, durante o quadriênio 2011-2015”, explicou.
O bispo acolheu aos participantes, listou os novos Bispos indicados para as Comissões Pastorais da CNBB Nordeste 2 e relembrou a Jornada Mundial da Juventude, ocorrida este ano em Madrid, em agosto. “Atentos à importância da próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em 2013, estaremos especialmente empenhados na participação de nosso Regional, em consonância com os frutos e apelos da recente Jornada, em Madrid e com os apelos e orientações da CNBB”, afirmou.
O pe. Josenildo Tavares, da Arquidiocese de Olinda e Recife, deu prosseguimento, expondo as expectativas para a Assembleia e as propostas de trabalho. Em seguida, leu um texto do arcebispo de São Salvador da Bahia – BA, Dom Murilo S. R. Krieger, chamado “uma esmolinha, por amor de Deus!”; o qual trata justamente sobre a caridade, tema da Assembleia.
Participam da Assembleia 150 pessoas, entre bispos, coordenadores regionais de pastorais, coordenadores diocesanos de pastorais, superiores maiores de Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, representantes do presbitério de cada diocese e coordenadores regionais das Novas Comunidades.
Texto de Mayara Renata - Assessora do Regional



A Bíblia, Palavra de Deus

O mês de setembro é dedicado, de modo especial, à Bíblia, o livro da Palavra de Deus. Precisa-se ler freqüentemente a Sagrada Escritura, aconselhada a todos os cristãos. Dizia S. Jerônimo: ”desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo”. É preciso ler a Bíblia pessoalmente, na família, em grupos, nos círculos bíblicos. As possibilidades são muitas. Antes de tudo, é necessário valorizar a Palavra de Deus em todas as celebrações litúrgicas. Toda liturgia está impregnada da Palavra de Deus: as leituras bíblicas, as antífonas e salmos, a homilia e muitas expressões que permeiam, com abundância, todos os textos das celebrações da Igreja. A liturgia é o lugar privilegiado do anúncio e da acolhida da Palavra de Deus.  Ela está na Igreja, na comunidade de fé, que é lugar certo para a proclamação, a acolhida e a resposta à Palavra da salvação. A Palavra de Deus reúne a comunidade, educa e anima seus membros, orienta suas decisões e sua prática e a impele para a missão no meio do mundo. A Igreja é a casa da Palavra de Deus; ela mesma não tem outra palavra que não seja a de Deus, ou condizente com ela.
A Igreja proporciona a iniciação à vida cristã, a nossa educação na fé, a leitura orante da Palavra, o estudo atento dos textos e a formação dos ministros da Igreja, dos religiosos e de todos os fiéis para a boa acolhida e resposta à Palavra de Deus.  Insiste-se, pois, na necessidade de ajudar as pessoas a terem um contato assíduo com a Palavra Deus: “Senhor, só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Muitos jovens manifestam sua alegria, quando ajudados a ler a Escritura e a compreendê-la como Palavra de Deus; muitas pessoas se convertem por descobrirem a Bíblia e aprenderem a lê-la com fé. 
É preciso oferecer a Palavra de Deus aos doentes, idosos e todas as pessoas fragilizadas em sua vida; é força animadora, pão da vida, “remédio” que faz viver. Essas pessoas precisam saber que Deus lhes dirige a Palavra e está com elas, dando sentido ao sofrimento e à dor. Palavras humanas têm eficácia humana; a Palavra de Deus tem a força de Deus. A “Palavra do Senhor é proteção para aqueles que a Ele se confiam” (cf Sl 17/18). Em tudo isso, há uma questão fundamental, ponto de partida para toda reflexão sobre a Bíblia, e sobre o qual deveremos insistir muito: A S. Escritura, na aparência de um livro como tantos outros, é diferente de todos. Nela, Deus nos dirige sua Palavra, convidando-nos a um diálogo de amor com Ele. Deus nos fala também hoje através de sua Palavra. Por isso, é preciso ler a Palavra da Escritura com fé, em sintonia e comunhão com a comunidade de fé. 

A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos, para que, com a luz do Espírito de verdade, a conservem, a exponham e a difundam fielmente na sua pregação (Cf. DV 9). Antes da leitura da Palavra, devemos invocar sempre o Espírito Santo, para que Ele nos revele o sentido das Escrituras: “Ele vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13).
Recomendo, pois, o exercício da leitura orante da Bíblia, em grupos ou individualmente. Os passos são os seguintes: 1) Leitura de um trecho da Bíblia, previamente escolhido; no qual procuramos compreendê-lo, sem a pretensão de ir logo tirando mensagens e conclusões; 2) Meditação sobre o texto, respondendo a esta pergunta: o que Deus diz para mim, ou para nós, através desse texto? Agora, sim, procuramos ouvir Deus a nos falar e acolhemos sua voz; 3) Oração. Respondemos à pergunta: o que o texto me faz dizer a Deus? Lembremos sempre que a boa leitura bíblica acontece só no dialogo da fé: Deus fala, nós ouvimos e acolhemos, e também respondemos a Deus e lhe falamos. O texto pode suscitar vários tipos de oração: louvor, a profissão de fé, a ação de graças, a adoração, o pedido de perdão e de ajuda; 4) Contemplação. Neste momento, nos “demoramos na Palavra” e aprofundamos a compreensão do mistério de Deus e do seu desígnio de amor e salvação; ao mesmo tempo, nos dispomos a acolher em nossa vida concreta aquilo que a Palavra nos ensina, renovando nossos bons propósitos e a obediência da fé. Será difícil fazer isso? A experiência diz que não. É só começar; aprende-se praticando.
A preciosidade da Palavra de Deus e sua importância para a vida cristã valem algum esforço de nossa parte. “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática!” (Lc 11,28). Que o mês da Bíblia nos ensine a rezar e meditar bem a Palavra Revelada de Deus e, consequentemente, à luz do Espírito Santo, colocá-la em prática!

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
 Bispo de Guarabira(PB)