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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Diocese de Guarabira realiza I Muticom Diocesano

Será realizado no dia 29 de novembro de 2014, das 7h30 às 16h, no Colégio Estadual, em Guarabira, o I Muticom Diocesano, com a finalidade de ampliar a Pastoral da Comunicação em nossa Diocese. O evento tem como tema: “Desafios e possibilidades de evangelização na era da comunicação”; com isso queremos refletir os desafios enfrentados na evangelização por meio da comunicação e das redes sociais.  

“Eu sou o Alfa e o Ômega” (Ap. 1,8a) assim diz o Senhor.

Celebrar o ano litúrgico é celebrar a nossa fé, revivendo a vida do Cristo, não é uma recordação de algo que passou, mas um reviver todo o acontecimento de Jesus no hoje de nossas vidas, haja vista, que o mistério de Cristo que celebramos no decorrer do ano litúrgico nos transporta ao momento do acontecimento, enquanto sua encarnação, pregação, paixão, morte e ressurreição, bem como acontecimento que está para vir. Como diz o Catecismo da Igreja Católica: “O Reino de Deus penetra nosso tempo através das celebrações do ano litúrgico” (CIC 1168).
A Constituição Sacrosanctum Concilium diz que: “No decorrer do ano litúrgico, revela-se todo o Mistério de Cristo, desde sua Encarnação e Natividade até à Ascensão, o dia de Pentecostes e a feliz espera da vinda do Senhor” (SC 102). Isto é muito belo, pois o tão grande Mistério de Deus é desvelado na escuta atenta de sua Palavra e da santa Mesa da Eucaristia. E através da escuta e alimentação da Palavra e do Pão da vida, nós, fiéis, podemos ir entrando em contato com a realidade eterna do Senhor.
“O ciclo do ano litúrgico e suas grandes festas são os ritmos fundamentais da vida de oração dos cristãos” (CIC 2698). Justamente porque a nossa missão de cristãos é espelhar-nos cada vez mais nos ensinamentos do Cristo, Mestre e Senhor e, através dessa contemplação, nos tornar mais semelhantes a Ele. Por isso, a celebração dos nossos irmãos que nos precederam e buscaram viver essa contemplação é de muita importância.
Celebrar os santos e santas e ver os seus mais variados testemunhos de vida, nos mostra que é possível viver os ensinamentos de Jesus, e pô-los em prática na nossa vida diária. Pois celebramos aqueles que, buscando o Senhor aqui na Terra, e “conduzidos pela graça de Deus, foram recompensados com a salvação eterna, e cantam nos céus o perfeito louvor de Deus” (SC 104).
No entanto, dentro de tantas memórias, a memória da mais fiel e perfeita cristã não é esquecida, “a Santa Igreja venera com especial amor a Bem-aventurada Mãe de Deus, Maria, que, por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho” (SC 103). Isto é, Maria tem seu lugar de honra dentro da celebração do mistério de seu filho, Jesus.
Na celebração de Maria a Igreja canta os louvores daquela que foi “escolhida, entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, aquela que nos deu o Salvador, o Cordeiro sem mancha, aquela, em que nos deu o Senhor, as primícias da Igreja, e a preservou virgem, livrando-a da mancha do pecado original, e enriquecendo-a com a plenitude da sua graça” como está no prefácio “Maria e a Igreja” (Missal Romano p. 677, 716).
“O ano litúrgico é o desdobramento dos diversos aspectos do único mistério pascal” (CIC 1171). Nele, os fiéis são convidados ao aperfeiçoamento de suas práticas e a “alcançar a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4,13)
Portanto, irmãos e irmãs caríssimos (as), não percamos de vista a importância do ano litúrgico, busquemos, pois, vivê-lo de modo a nos tornarmos “imitadores de Deus” (Ef 5,1) e assim alcançarmos um dia a herança eterna para, junto com todos os Santos e Santas e a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, cantarmos o eterno AMÉM Àquele que é o princípio e para onde tudo converge, o nosso Eterno Pai, Senhor do céu e da Terra e de tudo que existe.

Seminarista Felipe José Xavier da Silva 

domingo, 16 de novembro de 2014

DIOCESE DE GUARABIRA AVALIA CAMINHADA E ACERTA PASSOS FUTUROS

A Diocese de Guarabira encerrou neste sábado, 15,  a XIII Assembleia Diocesana de Pastoral, iniciada na sexta-feira, 14, no Santuário do Padre Ibiapina em Santa Fé de Solânea.

O Bispo Dom Lucena, padres, diáconos, religiosos e leigos avaliaram a caminhada e projetaram os passos a serem dados no próximo ano. Durante semanas, uma comissão visitou todas as paróquias para ouvir dos animadores das comunidades as dificuldades e sugestões a fim de melhorar o trabalho pastoral da Diocese.

Dom Lucena considerou muito exitosa a Assembleia Diocesana deste ano e conclamou a todos a seguirem a caminhada sem desânimo e focados no desejo do próprio Cristo de anunciar o evangelho de maneira amorosa e missionária, neste 2015, que é o ano da comunidade e do testemunho.











PALAVRA DE ABERTURA DA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL 2014 Santa Fé, 14 e 15 de novembro de 2014

“Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão”.
Com estas palavras motivadoras do Papa Francisco, acolho os Padres, os Diáconos Permanentes e Transitórios, os Religiosos e as Religiosas, Aspirantes ao Diaconado, os Seminaristas, os Leigos e Leigas, coordenadores e coordenadoras Diocesanos(as) de Pastorais, Movimentos, Serviços e Organismos Diocesanos, as Regiões Pastorais, Paróquias, Áreas Pastorais e Comunidades Eclesiais de nossa querida Diocese de Guarabira, para esta assembleia, última, deste nosso 2º Plano Diocesano de Pastoral (2012-2015), que tem como tema: “Partir de Cristo para a missão, suscitando Vida em Comunidade”. Temos em mãos o Documento de Aparecida, as Diretrizes da Igreja do Brasil 2011-2015, a Evangelii Gaudium e o Doc. da CNBB - 100: Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia.
Fizemos uma caminhada importante com reflexões, reuniões do Conselho Diocesano de Pastoral, visitas e escutas das forças pastorais das Paróquias e das Áreas Pastorais e um encontro com as Pastorais, movimentos e serviços em vista desta Assembleia Diocesana.
Diante da mudança de época que estamos vivendo, temos que nos questionar: Que Igreja estamos sendo e que Igreja queremos ser? Uma Igreja acomodada? Uma Igreja simplesmente de conservação? Uma Igreja samaritana? Uma Igreja misericordiosa? Uma Igreja acolhedora? Uma Igreja participativa? Uma Igreja Missionária? Precisamos ser uma Igreja do encontro, que vai de encontro ao outro. O nosso desafio  é “criar espaços apropriados de evangelização e não ter “uma preocupação exarcebada pelos espaços pessoais”. A Igreja nasce de um mandato missionário: “Ide e evangelizai” (Mc 16,15). “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário”. Somos todos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG, 20).
Portanto, meus irmãos e minhas irmãs, estamos aqui, em nome e representando o Povo de Deus presente na Igreja Particular de Guarabira, para definirmos as prioridades da nossa Ação Pastoral para 2015 sobre a VIDA DE COMUNIDADE motivada pelo TESTEMUNHO DE COMUNHÃO.
A Igreja existe para Evangelizar: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura” é o mandato de Jesus Cristo a seus discípulos.   E “Enviados pelo Espírito Santo começaram a anunciar a Palavra de Deus”.
Somos povo a caminho, construindo em mutirão: Nova terra, novo Reino, de fraterna comunhão! Vemos a caminhada e o esforço do povo em nossas comunidades participando e dando sugestões. Pedimos a Deus que esta Assembleia seja instrumento que nos ajude a ser um POVO EM MISSÃO, semeando esperança e testemunhando uma Igreja pobre e servidora, sendo luz e sinal do Reino de Deus neste mundo.
Neste início da Assembleia Pastoral, é bom trazer à nossa reflexão as palavras do Papa São João Paulo II em sua Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte: “Antes de programar iniciativas concretas é preciso promover uma espiritualidade da comunhão. Espiritualidade da comunhão significa, em primeiro lugar, ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz deve ser percebida também no rosto dos irmãos que estão em nosso redor”. “Nossa programação não poderá deixar de inspirar-se no mandamento novo dado por Jesus: ‘Como eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34).”
Para ser fiel a Jesus Cristo, nossa Assembleia deve contribuir para fazer crescer cada vez mais o espírito de comunhão entre nós, princípio básico para nossa evangelização: “Vejam como eles se amam... e o número dos convertidos aumentava a cada dia”, nos narra o livro dos Atos dos Apóstolos, mostrando o poder evangelizador do testemunho de comunhão dado pelos primeiros cristãos. Antes de tomar nossas decisões nesta assembleia, vamos fazer silêncio interior, ouvir a Palavra e discernir no Espírito o Projeto de Deus para nossa ação pastoral evangelizadora, fazendo presente a realidade que nos cerca, os desafios e as urgências a enfrentar.
Para ser fiel a Jesus Cristo, nossa Assembleia Diocesana de Pastoral deve ser este organismo que ajude nossa Diocese a ser uma Igreja ‘em Saída’ como nos pede o Papa Francisco na Evangelii Gaudium: “A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor e, por isso, ela sabe ir à frente, tomar iniciativas sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos”. Vamos atender ao Papa Francisco: sim ou não? Ele expressa o desejo da Igreja: viver uma profunda renovação missionária.
Vamos confiar os trabalhos de nossa Assembleia Diocesana a Nossa Senhora da Luz, Estrela da Nova Evangelização, com as palavras do Papa Francisco na já citada Exortação Apostólica: “À Mãe do Evangelho vivente, pedimos a sua intercessão, a fim de que este convite para uma nova etapa na Evangelização seja acolhido por toda a comunidade eclesial”. Desejo a todos uma feliz Assembleia!

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena – Bispo de Guarabira