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terça-feira, 28 de junho de 2016

Dom Lucena a Rádio Vaticano: toda vida eclesial deve gerar, crescer, alimentar

Cidade do Vaticano (RV) – Amigo ouvinte, a edição de hoje do quadro “O Brasil na Missão Continental” continua trazendo a experiência deste projeto de animação missionária na realidade da Diocese de Guarabira, cujo bispo, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, tem estado conosco estes dias nesse espaço de formação e aprofundamento.
Na edição passada o bispo desta Igreja particular da Paraíba dizia-nos, entre outras coisas, que “a pastoral nada mais é que um exercício de maternidade da Igreja”. Nesta mesma linha, Dom Lucena prossegue hoje suas considerações afirmando-nos que “toda a vida eclesial deve gerar, crescer, alimentar, conduzir a pessoa pela mão”, ou seja, estar próxima, não ser uma Igreja distante.
Após insistir no conceito de proximidade que deve caracterizar a vida da Igreja, o bispo de Guarabira enfatiza a necessidade de a Igreja ser não somente acolhedora: “não só acolher o outro, mas cada um se sinta acolhido”. E fazê-lo numa relação de abertura: “estar aberta com compreensão, também com perdão, com amor e – nestes tempos do Ano extraordinário do Jubileu da misericórdia – com misericórdia. Vamos ouvir (ouça clicando acima).

Rádio Vaticano

Diocese de Guarabira realizará 3° Encontrão Diocesano do Dízimo

Será realizo no dia 30 de julho de 2016, na Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, em Alagoa Grande-PB, o 3° Encontrão Diocesano do Dízimo, no qual, contaremos com a presença de todos os Missionários do Dízimo e dizimistas de todas as paróquias da Diocese de Guarabira. No Encontrão, viveremos momentos de louvor, partilhas, apresentações, testemunhos e muita oração.

O que é preciso para ser dízimo?

Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. Como visto, a Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha. Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual.
A experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela doação dos 10% de tudo o que ganham, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos: ao contrário, muitos dizimistas dão o seu testemunho: depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não desampara os que nele confiam.

Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando "ganhar em dobro", nem receber algo em troca, como se pudéssemos barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada entendem de cristianismo, não compreendem o contexto bíblico e menos ainda o significado de partilha, tão presente na Igreja primitiva.
Jesus Cristo diz que há mais bem-aventurança em dar do que em receber (At 20, 35). Dar pensando no que se receberá de volta, portanto, não é dar, é negociar, é trocar, é barganhar. Só é possível dar, no sentido cristão, quando não se espera nada em troca.
A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente, por exemplo, podem combinar de entregá-lo uma vez por semana. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares.

Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe a regularidade, como no caso do dízimo. - Você pode e deve doar na hora do ofertório, durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso fixo assumido com Deus, e sim de uma manifestação de amor e de confiança.

Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, com tudo funcionando bem... Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a Família do Senhor, e cada templo da Igreja é uma casa de todos nós. A Igreja conta com o seu desejo de viver em Cristo, de assumir de fato o papel e a missão de ser, junto com seus irmãos de fé, membro de um mesmo Corpo: aceite o chamado de nosso Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista e faça bem a sua parte.

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria.” (2Cor 9,7)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Brasil celebra Semana do Migrante e do Refugiado

Brasília (RV) – Celebra-se no Brasil, de 20 a 27 de junho, a Semana do Migrante e do Refugiado.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, em consonância com o Ano Santo da Misericórdia lançado pelo Papa Francisco, estão promovendo uma campanha de solidariedade em prol dos migrantes, refugiados e refugiados.
Em todo o planeta, 60 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, migrando para outros países. Há atualmente uma crescente discriminação e criminalização das pessoas que se encontram na condição de migrantes e refugiadas, o que as torna ainda mais vulneráveis em termos socioeconômicos e mais sujeitas à violência.
Arrecadação
Os recursos arrecadados com a campanha serão destinados a ações de sensibilização da sociedade quanto à importância da acolhida, solidariedade e ajuda humanitária a essas pessoas; de fortalecimento das iniciativas já existentes; de apoio à criação de novos centros de acolhida, atendimento e promoção dos direitos humanos; à criação de uma rede católica destinada a formar, integrar e fomentar o acolhimento, a proteção legal e a integração local de migrantes e refugiados/as em todo o Brasil; e de apoio a iniciativas correlatas desenvolvidas em outros países, por meio da Cáritas Internacional.
A coleta de solidariedade será feita por meio das contas a cargo da Cáritas Brasileira e em favor dos migrantes e refugiados. “Estão todos e todas convidados/as a abrir seus corações e a formar uma corrente de oração por estas pessoas”, lê-se no site da instituição.
Realidade brasileira
O número de pessoas que buscam refúgio no Brasil tem aumentado a cada dia. De acordo com o Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, atualmente o país conta com 5.208 refugiados(as) de 80 nacionalidades. O número de pedidos aumentou mais de 800% nos últimos anos, de 566, em 2010, saltou para 5.256 em 2013. O número de pedidos aceitos também aumentou: de 126, em 2010, para 649, em 2013.
“Ser acolhido com dignidade em outro país é um direito humano”, recorda a Cáritas.