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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CNBB divulga nota “Eleições Municipais 2012 – Voto consciente e limpo”




Durante entrevista coletiva na tarde de quinta-feira, 27 de setembro, a presidência da CNBB apresentou a sua mensagem para as eleições municipais 2012. O texto foi aprovado durante a última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na sede da entidade, em Brasília (DF).

A seguir, a íntegra da nota.

 Eleições Municipais 2012 – Voto consciente e limpo

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.
 
Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!


Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB


Nova Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança


No dia 21 de setembro de 2012, no Santuário Padre Ibiapina, Santa Fé - Arara-PB, foi realizada a Assembleia Eletiva Diocesana da Pastoral da Criança, tendo sido eleita a lista tríplice, constituída de Ir. Maria de Lourdes Silvestre, Ir. Kátia Cristina Silva e Alex Sandro Barbosa da Silva.

Em seguida, o Bispo Dom Lucena ratificou a Ir. Maria de Lourdes Silvestre como coordenadora diocesana.

A Diocese de Guarabira agradece agradece agradece o trabalho desenvolvido pela Ir. Maria do Rosário de Lima (Ir. Zazá) na coordenação da Pastoral, nesta Diocese e, ao mesmo tempo dá as boas vindas à nova coordenadora.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Diocese de Campina Grande acolhe seu sétimo Bispo .


A Diocese de Campina Grande (PB) acolheu, no último sábado, 29 de setembro, seu sétimo Bispo Diocesano, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz. A grande solenidade de acolhida e a concelebração da posse foi acompanhada por milhares de fiéis. Arcebispos, bispos e padres de várias dioceses do Nordeste estiveram em Campina Grande participando deste importante momento para a Igreja local. Familiares de dom Manoel, vindos da Bahia, também marcaram presença.


O Bispo foi recepcionado na entrada da cidade com grande queima de fogos e inúmeras faixas de boas vindas das várias paróquias, pastorais, movimentos e Novas Comunidades. Em grande carreata, dom Manoel foi conduzido até a Praça da Bandeira, no centro da cidade, onde foi acolhido pelas autoridades civis e militares. Houve o hasteamento das Bandeiras e execução dos hinos Nacional e da Cidade. O bispo ainda recebeu, como forma de acolhimento, a chave da cidade.

Após o momento com as autoridades, dom Manoel, acompanhado dos bispos, do Clero e dos fiéis, seguiu em procissão até a Catedral de Nossa da Conceição para a solene de posse. O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, deu início à celebração e entregou o báculo nas mãos do novo bispo de Campina Grande.

O padre Márcio Henrique, que atuou durante o período de vacância como administrador diocesano, fez os agradecimentos a todos que o ajudaram na missão de estar à frente da Igreja Particular de Campina Grande.

No domingo, dia 1º, dom Manoel presidiu a primeira missa na Catedral após sua posse e, na segunda, dia 2, passou a apresentar o programa “Bom Dia Irmãos”, que vai ao ar de segunda a sábado pela manhã na Rádio Caturité AM 1050.

Dom Manoel é natural de Biritinga, na Bahia, e nasceu no dia 10 de julho de 1954. Estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza (SP) e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador, na Bahia. É Mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador. Foi ordenado padre, no dia 5 de julho de 1980, na arquidiocese de Feira de Santana (BA) e na mesma arquidiocese, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido na diocese de Caicó (RN), no dia 8 de outubro daquele ano, e permaneceu até a data desta nova nomeação.
Atualmente, no Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte), Dom Manoel atua como vice-presidente e Bispo referencial para a Comunicação. Ele também é membro da Comissão Episcopal para a Comunicação Social. Seu lema episcopal é “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17).